A Relação da Educação com a Crise Socioambiental

  • Felipe Haddad Ribas PUC-Rio

Resumo

Não são novidade as discussões de ambientalistas sobre o clima nem de professores sobre a educação. Já se sabe que tais debates isolados não são suficientes para se compreender nem a Natureza, nem a sociedade. Uma visão holística das questões de mundo pressupõe uma intensa interação entre as diversas áreas do conhecimento, e é a falta dela que provoca os mais complexos problemas mundiais. Dentre eles, a crise socioambiental.


Não é natural que um ser humano nasça com senso de cidadania ou com a noção de ética. Tais comportamentos são apenas acordos socialmente constituídos ao longo de anos de história, e espera-se que sejam passados adiante de geração em geração - seja pela família, pela Igreja ou pelo Estado. É fundamental, contudo, que o mediador dessa aprendizagem cultural esteja atento às diversas exigências da sociedade e da tecnologia contemporâneas para que a transmissão de tradições e conhecimentos seja sempre atualizada de acordo com a época.


Hoje a educação integral é a síntese da exigência dos dias de hoje. A crise socioambiental se sustenta numa base formada por disciplinas especializadas que pouco interagem, não-integral. A formação do ser humano contemporâneo deve, portanto, visar o desenvolvimento de atitudes sociais, comunitárias e sensíveis, de modo que o aluno construa sua base ética de forma autônoma, ampla e crítica, com perspectivas locais e globais.

Publicado
Dec 31, 2018
Como Citar
RIBAS, Felipe Haddad. A Relação da Educação com a Crise Socioambiental. Dignidade Re-Vista, [S.l.], v. 3, n. 6, p. 31-42, dec. 2018. ISSN 2525-698X. Disponível em: <http://periodicos.puc-rio.br/index.php/dignidaderevista/article/view/661>. Acesso em: 23 jan. 2019.