Revista Prumo - Chamada para artigos 2018

02-01-2018

CHAMADA PARA ARTIGOS

A revista Prumo abre chamada para submissões de trabalhos para seus próximos três números que serão publicados em 2018. Diretrizes para os autores e informações detalhadas sobre o processo de submissão podem ser encontradas em: http://periodicos.puc-rio.br/index.php/revistaprumo/about/submissions

Recebemos artigos acadêmicos voltados aos temas específicos e também artigos de temáticas diversas, além de resenhas de livros publicados recentemente, projetos e ensaios sobre arquitetura e urbanismo.

Limite para envio dos trabalhos: 15 de março de 2018

 

Tema Prumo Volume 04: PREEXISTÊNCIAS (Editoria: Ana Paula Polizzo)

 Em uma condição de crise com uma amplitude cada vez maior (energética, ambiental, social, econômica ou mesmo ideológica) - faz-se necessária uma mudança de perspectiva. A ação do arquiteto e urbanista enquanto o propositor da "novidade", aquele que soluciona as questões através da imposição de uma nova ordem morfológica e estética, precisa ser repensada em termos mais abrangentes. A excessiva vontade de originalidade e ineditismo - através de um processo de substituição do existente pelo novo - pode ser repensada incorporando conceitos como transformação, conversão, reutilização, como possíveis estratégias frente à tal condição contemporânea. Por isso, o próximo número da revista Prumo traz para o debate diversas formas de agir que buscam a transformação e a mudança frente à obsolescência das coisas (em termos arquitetônicos, urbanísticos, paisagísticos, territoriais) colocando em embate as necessidades conservacionistas e patrimoniais, as demandas por inovações e buscando, como consequência, as possíveis interpretações tipológicas, funcionais e temporais, para as quais não cabem mais fórmulas apriorísticas. Trabalhar sobre a preexistência é uma maneira de reflexão sobre a nossa condição contemporânea.

 

Tema Prumo número 05: PERSPECTIVAS - A REPRESENTAÇÃO EM ARQUITETURA (Editoria: Silvio Dias)

A partir de Alberti, o desenho começou a ser usado como principal meio de representação arquitetônica e ao longo dos anos se impôs como o instrumento definitivo de expressão do arquiteto. As transformações tecnológicas que ocorreram principalmente neste e no último séculos, impactaram diretamente, não só na representação em arquitetura, mas também e, principalmente, nos processos de criação e de visualização de projeto A produção da representação gráfica no ambiente digital que hoje predomina grandemente frente aos meios analógicos possibilitou que a normatização se tornasse mais complexa e universal além de contribuir para o aparecimento e expansão de inúmeras novas ferramentas e possibilidades. Antagonicamente a tudo isso, para muitos e principalmente na academia o desenho projetivo à mão, todavia ocupa lugar de destaque na capacitação de novos arquitetos e ainda é acreditado como o principal recurso para a criação de um projeto. A revista PRUMO convida estudantes de pós-graduação, pesquisadores, professores e profissionais das diversas áreas afins à Arquitetura e ao Urbanismo, a enviarem proposta de artigo cujo tema é “PERSPECTIVAS - A REPRESENTAÇÃO EM ARQUITETURA”. Com este tema buscamos lançar discussões sobre ideias, inquietações e reflexões sobre o passado e o futuro da expressão da arquitetura em todas as suas modalidades. Afinal, como disse Millôr Fernandes, “Uma imagem vale mais do que mil palavras. Vai dizer isto com uma imagem. ”

 

Tema Prumo número 06: ÊXODOS E MIGRAÇÕES (Editoria: Vera Hazan)

O momento atual revela uma grande crise mundial que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Guerras, desastres ambientais, seca, fome, falta de habitação, desemprego, etc. têm provocado êxodos e migrações de grande escala, deixando algumas cidades devastadas, outras sem estrutura para comportar o grande fluxo de pessoas.

Nos caminhos entre as cidades de origem e as cidades de destino, encontram-se incidentes no mar e nas estradas, campos de refugiados, situações sub-humanas de vida, milhares de crianças órfãs e famílias sem qualquer perspectiva a curto prazo.

Xenofobia, intolerância religiosa, perseguição política, disputa de terra e recursos hídricos, etc. têm agravado essa crise em pleno século XXI. Os fluxos migratórios ocorrem em grande escala não só para a Europa e Estados Unidos, como também, para a América Latina. 

O fim das fronteiras se coloca em contraponto às fronteiras armadas e fechadas. Verdadeiras cidades se formam à espera de um novo passaporte. Famílias acampam em territórios áridos e nas entradas das cidades europeias. O aumento dos sem-teto, população de rua e desempregados grita nas cidades. É preciso fazer alguma coisa, mas não se sabe bem o quê. Ações humanitárias mostram-se insuficientes diante do volume de migrações, e as cidades parecem não comportar tanta gente. Faltam infraestrutura, habitação e trabalho, e sobretudo tolerância e vontade de acolher a diversidade.

Este número tem como objetivo discutir ÊXODOS e MIGRAÇÕES no âmbito da arquitetura e do urbanismo, a partir de uma visão multidisciplinar seja sob o aspecto social, econômico, cultural, arquitetônico ou urbanístico.