Narrativa testemunhal:

subjetividades e verdades individuais

  • Laís Ramalho Doutorado em Instituto de Relações Internacionais | PUC-RIO

Resumo

RESUMO
A narrativa testemunhal vem galgando um espaço cada vez maior no contexto do refúgio. Isso se dá, em primeiro lugar, porque é contando e recontando sua trajetória às instituições implicadas que o refugiado pode obter o acesso aos instrumentos jurídicos de proteção. Em segundo lugar, é através da narrativa que o refugiado quase sempre cumpre o ímpeto de narrar o inenarrável, de contar o que vivenciou ainda que isso signifique “lidar com a memória traumática” (Prates, 2012, p. 1). Essa narrativa, no entanto, parece ser sempre posta à prova, sempre medida, sempre verificada. Este trabalho busca explorar a narrativa testemunhal do refugiado como um caminho para a discussão de sua memória e subjetividade.
Palavras-chave: refúgio; narrative testemunhal; memória


ABSTRACT
Testimonial narrative keeps reaching a wider space in the context of refuge. It happens, in the first place, because this practice of storytelling is indispensable for those who wish to achieve the proper legal protection. Secondly, it is through the narrative that the refugee frequently speaks the unspeakable, tells their personal experience even if it means that they need to deal with a traumatic memory. This narrative, otherwise, is constantly tested, measured, verified in a context in which the borders of truth and lie are blurred. This paper seeks to explore the refugee’s testimonial narrative as a pathway to discuss individual memory and subjectivity.
Key-Words: refuge; testimonial narrative; memory

Publicado
Nov 25, 2019
Como Citar
RAMALHO, Laís. Narrativa testemunhal:. Revista Prumo, [S.l.], v. 4, n. 6, nov. 2019. ISSN 2446-7340. Disponível em: <http://periodicos.puc-rio.br/index.php/revistaprumo/article/view/1189>. Acesso em: 22 jan. 2020. doi: http://dx.doi.org/10.24168/revistaprumo.v4i6.1189.