Construir áreas verdes para criar comunidades

Fundação Mi Parque e a recuperação participativa de espaços públicos no Chile.

  • Ignacio Lira Fundação Mi Parque, Santiago, Chile

Resumo

As cidades sul-americanas têm experimentado um importante desenvolvimento e crescimento nos últimos anos. No Chile e na América Latina, podemos testemunhar cidades modernas e com um bom padrão de vida e investimento, mas com um crescimento desproporcional e desigual. Essa desigualdade se expressa claramente nas grandes diferenças da qualidade de vida nos diferentes bairros das nossas cidades.


Na temática urbana, a prioridade das políticas públicas tem sido a habitação, tendo como primeiro objetivo diminuir o déficit habitacional da população. Mas prover um lugar para morar é muito mais do que prover um teto, e construir uma cidade não é sinônimo de construir casas.


Considerando essa realidade, em 2007, um grupo de arquitetos criou um projeto que busca melhorar o entorno e o espaço público dos bairros. Assim nasce a Fundação Mi Parque, iniciativa que tem como missão criar um sentido de comunidade através da recuperação participativa de áreas verdes nos bairros que mais precisam.


O modelo de trabalho articula três atores principais em uma parceria público-privada: a comunidade de moradores, a empresa privada e os municípios.


A Fundação Mi Parque cumpre o papel de facilitar e coordenar. Cada um dos atores tem responsabilidades definidas. Um dos aspectos diferenciadores deste modelo de intervenção em comparação ao trabalho usualmente realizado pelas prefeituras é a incorporação da participação da comunidade em todo o processo, desde as fases de projeto, divulgação e validação da proposta até a construção incluindo a sua posterior manutenção.


Palavras-chave: urbanismo; áreas verdes; comunidade.

Publicado
Jun 18, 2017
Como Citar
LIRA, Ignacio. Construir áreas verdes para criar comunidades. Revista Prumo, [S.l.], v. 2, n. 3, june 2017. ISSN 2446-7340. Disponível em: <http://periodicos.puc-rio.br/index.php/revistaprumo/article/view/319>. Acesso em: 26 sep. 2017. doi: http://dx.doi.org/10.24168/revistaprumo.v2i3.319.