Arquitetura como dispositivo político

introdução ao Projeto de Parques Biblioteca em Medellín

  • Cauê Capillé, Dr. Escola de Arquitetura The Bartlett, UCL, Londres

Resumo

O artigo apresenta uma contextualização do Projeto de Parques Biblioteca dentro das propostas da agenda política de transformação urbana de Medellín, expondo as principais questões que emergem da explícita intenção de atribuir à arquitetura a capacidade de funcionar como dispositivo de fortalecimento político. Desse modo, a proposta neste trabalho é menos averiguar se (ou de que modo) os Parques produzem tal efeito e, mais, indicar a complexa interrelação entre arquitetura, programas culturais e envolvimento político (entre comunidades e Estado). Assim, procura-se argumentar que a aplicação dos Parques Biblioteca como referência para outros contextos – como acontece, por exemplo, no caso do Rio de Janeiro – deve tomar consciência de uma série de fatores, se a intenção for obter a mesma “eficiência” que Medellín aparentemente conseguiu com as bibliotecas. Este artigo pode ser visto como introdução a uma série de trabalhos nos quais avalio o funcionamento dos Parques Biblioteca de Medellín e sua interrelação entre arquitetura, programa, uso e agendas políticas.


Palavras-chave: Medellín; arquiteturas públicas; melhoramentos urbanos

Publicado
Jul 10, 2017
Como Citar
CAPILLÉ, Cauê. Arquitetura como dispositivo político. Revista Prumo, [S.l.], v. 2, n. 3, july 2017. ISSN 2446-7340. Disponível em: <http://periodicos.puc-rio.br/index.php/revistaprumo/article/view/325>. Acesso em: 26 sep. 2017. doi: http://dx.doi.org/10.24168/revistaprumo.v2i3.325.