Concílio Vaticano II

entre a perspectiva sinodal e o esmorecimento do entusiasmo

  • Waldecir Gonzaga PUC-Rio
  • Ronny Santos de Abreu Seminário Maior São João XXIII de Porto Velho

Resumo


O costume de realizar peregrinações a lugares considerados santos, ou com uma considerável importância para determinado grupo de pessoas, é uma prática desde tempos antigos. Os motivos para empreender uma viagem a tais lugares eram diversos, mas não restam dúvidas de que o teorreligioso estava presente na maioria dos casos. Alguns locais eram destinos certos para aqueles que desejavam fazer uma peregrinação levados pela fé. Jerusalém, por exemplo, sobretudo a partir da liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, no século IV, era um local bastante concorrido e, não por acaso, é o que melhor representa os lugares santos  para  visitação.  Uma  das  mais  antigas  peregrinações  foi  realizada  por Jerônimo e Paula, por volta do ano 385. O movimento de peregrinação em si não éo que mais chama a atenção, pois o que merece destaque é o fato da presença de várias  mulheres  dispostas  a  percorrer  longas  e  perigosas  rotas  de  viagem.  Este artigo  irá  enfatizar  uma  peregrinação  a  Jerusalém,  realizada  por  uma  mulher, conhecida  como  Egéria  ou  Etéria,  em  torno  dos  anos  381-384,  quan Tendo completado sessenta anos de aniversário do seu início, em 11 de outubro  de  1962,  o  maior evento  eclesial  do século XX  almeja  dar  mais  um passo na vida da Igreja. Com o Pontificado de Francisco, o Vaticano II entrou numa nova fase de recepção, marcadapela busca da sinodalidade. Entretanto, o Papa enfrenta uma forte oposição dos tradicionalistas e de alguns católicos das novas gerações que não demonstram interesse pelo Concílio. Esta situação coloca o Vaticano II num dilema que pode comprometer o futuro da Igreja, mas, simultaneamente, é uma oportunidade ímpar para estimular a sua redescoberta, especialmente a sua eclesiologia. O conceito Povo de Deus, discernido pelos Padres Conciliares para definir a Igreja, expressa tudo aquilo que é comum a todos  osbatizados,  sem  nenhuma  distinção.  Aqui,  compreende-se  que  a participação de todos os fiéis na vida eclesial é realizada pela força do batismo, por  direito  nativo.  Portanto,  a  reflexão  e  o  exercício  da  sinodalidade  só  é possível a partir da eclesiologia conciliar. Para tanto, segue-se uma abordagem a   partir   de   obras   literárias   que   têm   buscado   pautar-se   por   um   foco interdisciplinar  e  transdisciplinar,  possibilitando  o  diálogo  e  a  construção  da sinodalidade entre os saberes e a vida eclesial.do  deixou registrado em um diário tudo o que presenciou naquela viagem.


Publicado
Dec 28, 2022
Como Citar
GONZAGA, Waldecir; DE ABREU, Ronny Santos. Concílio Vaticano II. Pesquisas em Teologia, [S.l.], v. 5, n. 10, p. 267-294, dec. 2022. ISSN 2595-9409. Disponível em: <https://periodicos.puc-rio.br/index.php/pesquisasemteologia/article/view/1846>. Acesso em: 15 apr. 2024. doi: http://dx.doi.org/10.46859/PUCRio.Acad.PqTeo.2595-9409.2022v5n10p267.
Seção
Artigos em temas diversos