O jansenismo contemporâneo
um desafio à recepção do Concílio Vaticano II
DOI:
https://doi.org/10.46859/PUCRio.Acad.PqTeo.2595-9409.2025v8n16a02Palavras-chave:
Jansenismo Contemporâneo, Concílio Vaticano II, RecepçãoResumo
O jansenismo foi um movimento do século XVII que se baseava no livro Augustinus, de Cornélio Jansen (1585-1638). Os jansenistas exacerbaram em dois aspectos: primeiro, quando afirmaram que a graça constrange de tal modo o ser humano que não lhe resta outra saída senão ceder aos apelos de Deus; depois, ao participar raramente da comunhão eucarística por se sentirem indignos de se aproximar. Somente em 1713 que o Papa Clemente XI condenou o movimento com a bula Unigenitus. Mesmo assim, tendências semelhantes permanecem como desafios à recepção do Concílio Vaticano II (1962-1965), que pediu aos fiéis que participassem das celebrações de modo ativo, pleno e consciente (SC 14). No contexto de uma pastoral secularista, na qual o corpo é a referência, vive-se a fé baseada na emoção, contribuindo para o sentimento de “indignidade” diante do sacramento, ao ponto que se criar a chamada “comunhão espiritual” e a necessidade das voltas que a Eucaristia precisa dar em torno de uma igreja para que se cheguem os milagres. Com o olhar na realidade e se apropriando do método bibliográfico, o artigo tensiona essa problemática e busca, grosso modo, expor como a tendência se faz viva hoje no seio eclesial, ainda que travestida de outras nomenclaturas.





