A interpretação teológica da história em Santo Agostinho

uma leitura da obra A Cidade de Deus

Autores

  • Jefferson Antônio da Silva Monsani Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.46859/PUCRio.Acad.PqTeo.2595-9409.2025v8n16a09

Palavras-chave:

Santo Agostinho, História, Salvação, Cidade de Deus, Cidade terrena

Resumo

Este artigo apresenta a interpretação teológica da história realizada por Santo Agostinho, explicando, a partir do texto da obra A Cidade de Deus, a presença divina na história humana e fazendo emergir, do interior da própria história secular, uma outra que é compreensível a partir da fé. Ora, em que implica a inserção da noção linear e cristã de tempo na cultura humana, com suas ideias de Criação, Queda, Redenção e Parusia? Por que a ruína de Roma se revestiu de uma importância ímpar para o mundo de então, especialmente para o pensamento do bispo de Hipona?  A alegoria mística das Cidades de Deus e terrena permeia esta meditação, cuja abrangência atinge desde os inícios da humanidade até o fim dos tempos. As relações entre Igreja e Estado e de ambos com as Cidades, bem como o anseio humano por uma felicidade perene são temas, também, abordados. De fato, o pensamento agostiniano sobre a história insere no pensamento humano a ideia do fluir histórico como algo que somente possui sentido quando percebido como história da Salvação, marcada pela providência de Deus e pelo drama dos amores que configuram, também, o seu horizonte.

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Publicado

2025-12-31