Sobre a oportunidade de um legado olímpico para o Rio

  • Guilherme Lassance, Dr. Faculdade de Arquitetura - Universidade Federal do Rio de Janeiro - FAU-UFRJ

Resumo

A decisão de implantar a quase totalidade das instalações destinadas aos Jogos Olímpicos de 2016 na Barra da Tijuca pode ser criticável por ter sido em grande parte resultante das pressões associadas à especulação imobiliária. Entretanto, tal decisão permite imaginá-la como uma oportuna e talvez até mesmo inesperada contribuição para um potencial redirecionamento do paradigma de planejamento do município do Rio de Janeiro e sua região metropolitana.


No presente artigo vislumbramos a oportunidade de se favorecer a criação de centralidades alternativas em áreas menos centrais e valorizadas da cidade. Partimos para isso da constatação de que a discrepância geográfica de investimentos e a dificuldade de reconhecimento, por parte da administração pública, do papel econômico estratégico que áreas ainda não ou pouco urbanizadas podem desempenhar para a cidade, tem se transformado no principal combustível da expansão urbana não planejada e capitaneada pelo mercado imobiliário, seja ele formal ou informal.


Nesse sentido, entendemos que os problemas ambientais e deficiências da infraestrutura sanitária e de transporte comumente apontados como efeitos diretos da expansão urbana são na realidade decorrências diretas desse ciclo vicioso que os recentes investimentos destinados a realização dos Jogos de 2016 podem ajudar a romper.


Palavras-chave: Rio de Janeiro; Jogos Olímpicos; infraestrutura urbana.

Publicado
Jun 18, 2017
Como Citar
LASSANCE, Guilherme. Sobre a oportunidade de um legado olímpico para o Rio. Revista Prumo, [S.l.], v. 2, n. 3, june 2017. ISSN 2446-7340. Disponível em: <http://periodicos.puc-rio.br/index.php/revistaprumo/article/view/328>. Acesso em: 23 nov. 2017. doi: http://dx.doi.org/10.24168/revistaprumo.v2i3.328.