Novos Horizontes no Ensino de Geografia Física: reflexões acerca da criticidade na abordagem dos conteúdos físico-naturais

Authors

  • Lucas Santos Daniel UERJ
  • Elaine Cristina Ozório

Abstract

Este trabalho busca evidenciar as limitações de uma abordagem tradicional na disciplina de Geografia Física, que, ao fragmentar e descontextualizar os conteúdos, compromete a formação de um entendimento crítico e integrado dos fenômenos naturais e suas interrelações com as questões sociais. Essa forma de ensino, marcada pela separação entre natureza e sociedade, torna a disciplina distante da realidade dos estudantes e pouco atrativa no contexto escolar. A partir disso, o texto contribui para a compreensão de que o ensino de Geografia Física precisa romper com modelos descontextualizados e assumir um compromisso com a leitura crítica do espaço, favorecendo uma educação significativa, humanizada e transformadora. Nesse sentido, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica e análise documental, este trabalho propõe a superação dessa lógica tecnicista por meio de uma perspectiva crítica e integrada, que valorize o espaço vivido como ponto de partida para a aprendizagem. Desse modo, essa reflexão ressalta a urgência de repensar o lugar da Geografia Física no ensino básico, superando os estigmas herdados de um passado descritivo e tecnicista. Ao integrar esses conteúdos ao espaço vivido, o processo de ensino-aprendizagem se torna mais significativo, permitindo que os alunos se reconheçam enquanto sujeitos ativos na leitura e transformação dos territórios que habitam. Sendo assim, essa perspectiva favorece uma compreensão mais ampla do espaço geográfico, onde natureza e sociedade estão intrinsecamente conectadas. Portanto, ao articular teoria e realidade, a Geografia Física adquire uma dimensão formativa mais ampla, capaz de promover a autonomia intelectual, a reflexão crítica e o engajamento social.

Palavras-chave: Ensino de Geografia; Geografia Física Crítica; Geografia significativa; Espaço vivido

Abstract

This work seeks to highlight the limitations of a traditional approach in the discipline of Physical Geography, which, by fragmenting and decontextualizing the contents, compromises the formation of a critical and integrated understanding of natural phenomena and their interrelations with social issues. This form of teaching, marked by the separation between nature and society, makes the discipline distant from the students' reality and unattractive in the school context. From this, the text contributes to the understanding that the teaching of Physical Geography needs to break with decontextualized models and assume a commitment to the critical reading of space, favoring a meaningful, humanized and transformative education. In this sense, developed through bibliographic review and documentary analysis, this work proposes to overcome this technicist logic through a critical and integrated perspective, which values the lived space as a starting point for learning. In this way, this reflection highlights the urgency of rethinking the place of Physical Geography in basic education, overcoming the stigmas inherited from a descriptive and technicist past. By integrating these contents into the lived space, the teaching-learning process becomes more meaningful, allowing students to recognize themselves as active subjects in the reading and transformation of the territories they inhabit. Thus, this perspective favors a broader understanding of geographic space, where nature and society are intrinsically connected. Therefore, by articulating theory and reality, Physical Geography acquires a broader formative dimension, capable of promoting intellectual autonomy, critical reflection and social engagement.

Key words: Geography Teaching; Critical Physical Geography; Meaningful Geography; Lived space

Published

2026-08-11